Jornal Letras do Alva   •   Director: Luís António Silva   •   Ano: III

Regra dos Três "C"

Regra dos Três "C"

Ser bem sucedido na vida é o objectivo que muitos de nós queremos atingir. Sonhamos ter êxito, sermos reconhecidos e merecedores de elogios. A autoconfiança, uma personalidade forte e um carácter recto, são ingredientes para um sucesso merecido e justo, mas sem atropelar o nosso semelhante. Infelizmente há por aí uma doutrina que tem muitos adeptos e pasme-se, muitos seguidores; O culto da mediocridade! Muitos destes “ilustres”medíocres chegaram ao topo da hierarquia pela avaliação dada pelos espelhos defeituosos que têm em casa. Medem o seu “sucesso”pelo fracasso dos outros e procuram aplausos para se sentirem realizados. Mera ilusão de óptica! Dão tudo para terem cinco minutos de fama, nem que para isso tenham que vender a família, os amigos ou a moral. Querem ter êxito antes de o alcançar ou de o merecerem. Esquecem-se, que ao mendigar os aplausos dos outros, colocam nas mãos deles o seu futuro. Os aprendizes de medíocres que seguem fielmente os pregadores, são mais voláteis do que o álcool, pois ao detectarem a mais pequena fuga, evaporam-se. No dia que as palmas cessarem, o tombo será gigante, desastroso e letal para a credibilidade que pensavam que tinham. Tudo isto porque se esqueceram de uma regra importante e que diz; o êxito não se mede pela posição alcançada, mas pelo esforço, competência e humildade em alcançá-lo. O sucesso atinge-se através de uma fórmula muito simples, chamada de”regra dos três C”; Competência, Capacidade e Carácter. Em Portugal vivemos uma “seca”de valores aplicáveis a esta regra. Não basta ter competência para lermos as entrelinhas das notícias, a capacidade de reagirmos a esta “verdadeira praga”que nos conduz para o abismo, precisamos de um carácter forte e lutador para dizer basta! Chegam ao cimo sem alicerces para sustentar o seu frágil edifício, que ao abanar, vai abaixo, arrastando-os na queda e também alguns ingénuos que se refugiavam na sua sombra. É doentio a ar que nos trás a voz e as atitudes destes medíocres, que passam o tempo a olhar para o seu umbigo, a falar na primeira pessoa do singular e a fazer orelhas moucas ao mundo.

Fernando Roldão

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