Jornal Letras do Alva   •   Director: Luís António Silva   •   Ano: III

Notícias de Vila Cova

Notícias de Vila Cova

Ao ler a ultima edição do LETRAS DO ALVA deparo-me com um texto que me despertou para escrever o longo esclarecimento de resposta que aqui vou narrar e que há muito queria divulgar publicamente.
CRONOLOGIA DO MISTÉRIO DE VILA COVA À COELHEIRA


O INACABADO MONUMENTO

Em tempos passados a menina Olivia Martinho como era conhecida a irmã do Sr. Amândio Martinho (Fundador da fabrica de lanifícios outrora o coração fabril de Vila Cova) sendo Senhora muito crente e devota, e, fruto de uma promessa pessoal, ofereceu ao povo de Vila Cova uma imagem em granito branco da Imaculada Conceição, para ser colocada em lugar que todos vissem da aldeia e a adorassem.
Foi escolhido o sitio do Alcrave e lá foi construído um pedestal em cimento e nele a imagem colocada.
Com a morte da menina Olivia, anos passaram e a imagem ficou esquecida no tempo. Em 1989 houve eleições autárquicas e democráticas e o Sr. José Alves ganhou a Presidência da Junta de Freguesia. Como a preocupação de um Presidente no seu empenho do cargo é fazer o melhor com feitorias e corrigir lacunas na Freguesia, abordou-se em reunião com a Assembleia de Freguesia o assunto Monumento da Imaculada Conceição e tentar dar uma solução ao problema. Como por Lei Laica não era permitido a utilização das verbas oficiais da Junta de Freguesia, ponderou-se arranjar uma comissão independente com diversas pessoas interessadas da Freguesia e assim se formou a Comissão do Monumento da Imaculada Conceição. Estipulou a dita Comissão construir uma escadaria que terminasse no sopé da encosta junto ao parque de campismo. Proceder a peditórios e arranjar fundos para fazer as obras. O seu lema, aos Benfeitores, era colocar o seu nome em azulejo em cada degrau. Começaram as obras e com a ajuda de muitos voluntários conforme foto documenta, escavou-se a encosta ingreme e delineou-se o arranjo do terreno a ocupar. O motivo de se “começar pelo telhado” como o artigo do LETRAS DO ALVA diz, foi por razões técnicas. Como na altura em questão o monumento já era visitado por muitas pessoas e algumas bastante idosas e em volta do pedestal era só matagal, resolveu-se primeiro arranjar o recinto e o pedestal e seguidamente por ordem decrescente começar as escadas.
Sendo o croqui existente para construção de sete fases: 1.º - Pedestal revestimento a pedra e recinto (feito conforme foto documenta); 2.º - Escadas na parte mais ingreme (em triângulo com uma cruz luminosa no patamar descendente) também já feitos; 3.º - Lance vertical em escadas e patamar (já feitos); 4.º - Lance vertical em escadas e patamar (já feitos); 5.º - Lance vertical em escadas e patamar (também já feitos em bruto); 6.º - Lance a fazer em rampa losango (escavada no próprio terreno e os degraus com incrustações de matéria prima do local) ainda por fazer; 7.º - Pórtico de acesso às escadarias (com as entradas iniciais de todo o monumento e lance para o 1.º patamar já feitos em bruto).
O facto de se construir a ultima fase, ou seja, o pórtico de acesso à construção, foi porque em certa altura em peditório no arranjo de fundos, o Sr. Manuel Brito (Manuel família), vendeu dois leirões de terreno na aldeia e ofereceu parte dessa venda que reverteu a favor das escadarias do monumento com a condição do nome dele figurar no 1.º degrau a contar do inicio da base das escadas, e, simultaneamente também foi doado um pequeno sino pelo Sr. António Matos para ser colocado na sineira da entrada e daí a razão de se fazer o pórtico e não o seguimento da escadaria como era intenção inicial. O tempo decorria e a angariação de fundos continuou e algum dinheiro foi juntado para se concretizar a ideia e voltar às obras. Posteriormente, em 2001, houve novas eleições autárquicas e como por lei com três mandatos não era permitida nova candidatura à Junta, foi eleito novo Presidente, pessoa essa que em comum com algumas pessoas da Comissão Fabriqueira da Igreja Paroquial de Vila Cova onde ele tinha influência nefasta, e, como nutriam certa animosidade pela Comissão do Monumento, a mesma resolveu debater em reunião na Sacristia da Igreja com elementos da Comissão do Monumento da Imaculada Conceição, elementos da Comissão Fabriqueira da Igreja e à cabeça o Sr. Padre Martinho que presidiu.
Durante a discussão, como se apresentavam azedas as opiniões sem concluo algum, a Comissão do Monumento resolveu demitir-se em bloco. Nessa reunião foi entregue todo o espólio assim como todo o material, chaves, as contas, toda a documentação, haveres e dinheiros conforme consta na declaração assinada pelo Sr. Padre Martinho conforme aqui publicada e devidamente assinada pelo Sr. Padre José Moreira Martinho.
Fotocópia do facto com o testemunho das pessoas de ambas as Comissões.
Testemunho esse que ficou adormecido até agora.
Mais 12 anos passaram e novas eleições autárquicas, desta vez ganhas pelo Sr. João Ferreira e novo Executivo, pessoas com outro trato e índole de civismo com quem se pode falar educadamente e tratar assuntos. Posteriormente foi pedido à nova Junta de Freguesia uma reunião com o Pároco substituto que por três vezes se desculpou com falta de agenda. Como agora houve nova substituição e segundo as actuais informações o novo Pároco é pessoa acessível e interessado em resolver assuntos sem influências, vou pedir ao Sr. Presidente da Junta para marcar nova reunião e esclarecer de vez com todo o processo original que está nos depositários da Igreja de Vila Cova, e que se defina onde pára o dinheiro que na altura foi entregue e a explicação porque mais nada foi feito na escadaria, quando na declaração assinada pelo Sr. Padre Martinho diz que era única e exclusivamente aplicados na construção da continuidade da escadaria. Pergunta-se onde pára o dinheiro, as ferramentas, as máquinas e o material de construção restante. Será que voltaremos a ver luz na escadaria do monumento?
José Alves

 

Rectificação sobre a notícia da “Imagem de S. João Volta ao Largo do Rossio”

O que voltou ao mesmo sítio foi o Fontanário do Rossio, que há aproximadamente 30 anos tinha sido retirado pelo facto de ser construída a nova casa que substituiu a velhinha casa dos bondosos. Regressou agora e foi enriquecido com a imagem do S. João, oferecida pelo Sr. Manuel Lérias, onde foi escavado um nicho no fontanário é lá colocada. O facto de ser o S. João deve-se a anos antigos ser o local onde se festejavam as festas dos Santos Populares.

Missa dominical e campal

Pela primeira vez houve missa dominical e campal no Largo da Moita do Pedro em frente ao monumento do Anjo da Guarda para celebrar o seu 25.º aniversário. Ao Sr. Padre António um obrigado geral pelo acontecimento.

Nascimentos

Felizmente a expansão demográfica em Vila Cova está risonha com as novas crianças nascidas este ano contrariando os anos anteriores em que havia só 1 ou 2 partos ou nenhum. Este ano já houve 11.

PARABÉNS AOS PAIS E FELICIDADES AOS BÉBÉS
SÃO ELES:
Vicente – Filho de Pedro e Angela
Tomás e Gabriela – Filhos de Marco Paulo e Sindy
Laura – Filha de Roberto e Sónia
Valentina – Filha de Diogo e Dina
Martin Miguel – Filho de Rui e Natalicia
Eva – Filha de David e Viviana
Afonso – Filho de Tó Zé e Adelaide
Diego – Filho de Ricardo e Catia
Mateus – Filho de Pedro e Helena
Iris Mauricia – Filha de Idalina

Obituário

Faleceram as seguintes pessoas:
Zézita Azurra;
Nazaré do Bondoso
Manuel Ribeiro
Flôr Póvoas
Mauricio Martins
Zézita do Cardoso
Maria do Patrocinio

Os nossos sinceros pêsames às famílias enlutadas.