Jornal Letras do Alva   •   Director: Luís António Silva   •   Ano: III

Editorial

Editorial

A rede de transportes públicos bastante deficitária na nossa região foi tema de destaque no programa da TVI de José Eduardo Moniz, “Deus e o Diabo”. Apesar do muito pouco tempo que me foi dado foi possível dizer que estas medidas que vão entrar em vigor a 1 de abril para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto são mais do mesmo por parte de quem nos Governa. São sempre os mesmos beneficiados. Tudo o que seja Lisboa e Porto é só benefícios o resto do País principalmente o interior além de pagar tudo isto não são feitos por cá quaisquer investimentos para melhorarem a qualidade de vida dos cidadãos que aqui vivem. Por exemplo na nossa região há Empresários com falta de mão-de-obra e desempregados que querem trabalhar e dar a volta à sua vida mas não conseguem porque as ofertas de trabalho são noutras localidades do concelho e não há transportes públicos para que estas pessoas possam ir à procura do seu emprego. Outro exemplo, há freguesias no Concelho de Seia que não têm qualquer transporte publico para a sede do Concelho o que faz com que as pessoas nalguns casos deixem de ir a consultas médicas ao hospital porque não têm transportes públicos mas também porque não têm dinheiro para andarem a pagar táxis faltando muitas vezes a cuidados de saúde. Algumas crianças das freguesias mais distantes da sede do Concelho para virem para as escolas são obrigadas a levantarem-se às 6 da manhã para poderem apanhar o transporte das 6h30 o mesmo que traz outras pessoas para as fábricas para entrarem nas escolas às 8h30. Se no verão é difícil já imaginaram no inverno. Outros exemplos se podiam dar mas estes são elucidativos do que por aqui vivemos ao nível da rede deficitária dos transportes públicos com as implicações diversas para as crianças, os jovens, adultos e idosos como estas que analisámos. Ainda que o tempo de antena tenha sido pouco houve tempo ainda para relembrar que enquanto para as grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto há tudo, para o interior não há nada como é o caso dos Ic´s os quais foram agora anunciados para o Programa Nacional de Investimentos 2030 o que a realizarem-se essas obras nessa data teremos de esperar aproximadamente 40 anos para que elas venham a ser uma realidade, o qual muito sinceramente não acredito que venham a acontecer. Resumindo, cá continuaremos à espera de ser tratados como cidadãos de primeira… Luis Silva