Jornal Letras do Alva   •   Director: Luís António Silva   •   Ano: III

80.ª edição da volta a Portugal em bicicleta conta com a participação de Marcelo Rebelo de Sousa

80.ª edição da volta a Portugal em bicicleta conta com a participação de Marcelo Rebelo de Sousa

A 80.ª edição da Volta a Portugal, que se disputa de quarta-feira a 12 de agosto, voltará a ter, três anos depois, uma chegada em plena Serra da Estrela, com a decisão a poder ficar para os dois dias finais.

Contudo a Torre continuará a ser apenas passagem pelo terceiro ano consecutivo, com a meta da quarta etapa a estar instalada nas Penhas da Saúde, que volta a receber uma chegada da Volta 22 anos depois.

A etapa rainha da 80.ª edição terá 171,4 quilómetros, entre a Guarda e as Penhas da Saúde, na Covilhã, num percurso com três contagens de montanha, duas das quais de categoria especial.

Com 101 quilómetros disputados, os corredores vão passar pela Torre, ponto mais alto de Portugal continental, passando depois por Sarzedo (terceira categoria aos 142,4 quilómetros), antes da subida para as Penhas da Saúde, uma escalada de 12,2 quilómetros, com uma inclinação média de 7,5%.

Duas últimas etapas Se a Serra da Estrela poderá estabelecer algumas diferenças na classificação geral, as decisões poderão estar guardadas para as duas últimas etapas, com a sempre esperada subida à Senhora da Graça e o contrarrelógio final em Fafe.

A nona e penúltima etapa é uma das mais curtas (155,2 quilómetros), mas promete ser ainda mais dura do que em anos anteriores, com três contagens de primeira categoria já dentro dos últimos 65 quilómetros, a última das quais no Monte Farinha, em Mondim de Basto.

Num ano em que se comemora o 40.º aniversário da primeira chegada à Senhora da Graça, os ciclistas terão, ainda antes da subida para a meta, de passar pelas duras rampas do Alto da Barra (13,3 km a 5,8%) e do Barreiro (9,9 km a 6,5%), na Serra do Alvão.

Os últimos 17,3 dos 1.578,9 quilómetros totais da Volta de 2018 vão ser percorridos num exercício individual de contrarrelógio em Fafe, num percurso acidentado, no final do qual será coroado o sucessor do espanhol Raul Alarcón (W52-FC Porto).

A segunda das três chegadas em alto da 80.ª edição da Volta a Portugal vai acontecer à sétima etapa, com a chegada ao Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo, uma contagem de terceira categoria, 165,5 quilómetros após a partida em Montalegre.

Início da corrida rumo ao sul A Volta a Portugal vai começar na quarta-feira, com um curto prólogo em Setúbal, com os 1,8 quilómetros a definirem apenas o primeiro camisola amarela da prova.

As duas primeiras etapas em linha serão as mais longas, mas não terão dificuldades acrescidas para os ciclistas, a não à exceção do previsível calor dos primeiros dias de agosto. A 2 de agosto, a primeira etapa vai ligar Alcácer do Sal a Albufeira, num percurso de 191,8 quilómetros, que marca o regresso do Algarve à prova.

Seguir-se-á uma visita ao Alentejo interior, com 195,8 quilómetros a ligarem Beja a Portalegre, numa segunda etapa que será, novamente, propícia a "sprinters".

Centro interior não foi esquecido

Os concelhos afetados pelos grandes incêndios de 2017 do centro do país serão homenageados na terceira etapa, com o pelotão a passar por todos eles, numa tirada entre a Sertã e Oliveira do Hospital, com várias contagens de montanha, a última das quais de terceira categoria, a quatro quilómetros da meta.

Esta tirada vai ter um convidado especial, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Já após a passagem pela Serra da Estrela, os corredores terão uma quinta etapa mais calma, mas longa (191,7 quilómetros), e que poderá facilitar uma fuga, entre Sabugal e Viseu, onde, a 07 de agosto, vão passar o único dia de descanso da prova.

O descanso será bem necessário para atacar a segunda metade da Volta a Portugal, que começa com uma ligação entre a estreante Sernancelhe e Boticas (165,4 quilómetros), que terá uma curta, mas complicada subida de primeira categoria em Torneiros (5 km a 8%), a menos de 20 quilómetros da meta.

Entre as chegadas a Santa Luzia e à Senhora da Graça, o pelotão vai ultrapassar a tirada em linha mais curta, de 147,6 quilómetros, entre Barcelos e Braga, com duas passagens pelo Sameiro nos últimos 25 quilómetros, a última, de segunda categoria, já dentro dos últimos 10.000 metros.