Jornal Letras do Alva   •   Director: Luís António Silva   •   Ano: III

Anporgest de olhos postos no presente e no futuro

Anporgest de olhos postos no presente e no futuro

O Jornal LETRAS DO ALVA foi ao encontro dos nossos “sponsors“ que nas suas áreas de intervenção são actualmente as empresas que melhores condições oferecem aos clientes em todo o Distrito da Guarda, no País e em alguns Países espalhados pelo Mundo. Agradecemos aos seus representantes o facto de nos concederem esta entrevista na edição que comemora o 1.º aniversário do jornal para dessa forma podermos informar os nossos leitores sobre a qualidade/preço e serviços praticados.

Na foto esq.ª para a dt.ª: Ricardo Coelho e Paulo Gomes

Numa altura em que os investimentos no interior são cada vez mais raros, ainda existem algumas exceções e de sucesso. A PedraSina, na Guarda, é um exemplo disso mesmo. Dedica-se à produção e montagem de equipamentos de hotelaria industrial e são representantes oficiais de várias marcas de equipamentos hoteleiros. A PedraSina está ligada a uma outra empresa, a ClimaCold e ambas pertencem à Anporgest. Todas elas sediadas na Guarda, complementam-se entre si. «O processo começa com o levantamento das necessidades, fazemos o projeto, aconselhamos o equipamento e realizamos a implantação», começa por explicar Ricardo Coelho, um dos sócios. É depois disto, numa fase pós-comercialização, que entra a ClimaCold «que faz as montagens e a assistência técnica no equipamento de hotelaria da lavandaria» e da climatização, pois tudo aquilo que a PedraSina vende é montado e assistido pela ClimaCold. Embora o «grosso da atividade seja na Guarda», Ricardo Coelho afirma que as empresas querem alargar horizontes. Os primeiros passos já começaram a ser dados e hoje atuam não só em outras zonas do país ou Europa, como também em África. «Um dos nossos interesses passa pela internacionalização e a exportação de grande parte dos produtos que produzimos e comercializamos», sublinha Paulo Gomes, também sócio do grupo. Na mira já estão também os mercados da Madeira e principalmente dos Açores, uma vez que «está com um grande crescimento turístico». Essa é a aposta do grupo, tentar entrar onde há nichos de crescimento turístico e aproveitar, e sendo este o caso de Portugal os empresários acreditam que «ainda há margem de crescimento para a empresa, em qualquer um dos ramos». A quota de mercado era «relativamente pequena e neste ano temos conseguido inverter a situação, essencialmente no distrito, ao conseguirmos chegar a zonas novas», refere Ricardo Coelho.

O turismo não é o único setor de intervenção do grupo Anporgest, pois também as IPSS, que são um «cliente importante para nós», depois do nascimento de muitos equipamentos sociais na região, «alguns equipados por nós» agora a aposta é na manutenção. Para maior crescimento do grupo empresarial os empresários identificam um entrave: o novo quadro comunitário. O grupo está envolvido em alguns projetos que aguardam apoio financeiro para que possam ser concretizados, «um processo demasiado lento», lamenta Ricardo Coelho. A cargo da Anporgest, que é a detentora da PedraSina e da ClimaCold, e representa-as noutras empresas, ficam os trabalhos de serralharia e inox. Trabalhando todas juntas, fazem mesas cadeiras, mobiliário, decoração, lavandaria, cozinha, refeitórios, quartos, «tudo, de uma ponta a outra», sublinha Ricardo Coelho.

LA – Qual o nome da empresa “mãe” do grupo, de que forma se constitui e quem são os seus responsáveis?
O nome da empresa mãe do grupo é a Anporgest – Comercio, Importação e exportação SA, esta empresa além de ser a “holding” do grupo também se dedica a produção e comercio de todo o tipo de artigos em aço Inox. Uma das empresas do grupo a Pedrasina Lda é a empresa especializada no comércio de artigos relacionados com hotelaria industrial, geriatria bem como todo o tipo de mobiliário relacionado com estas áreas. A outra empresa do grupo a laborar em Portugal é a Climacold Lda, empresa esta que tem como função além do comércio de ar condicionado e refrigeração industrial, também proceder a montagem e assistência técnica de todos os equipamentos comercializados pela Pedrasina. Na gestão destas três empresas encontra-se uma equipa jovem constituída pela Dra. Marisa Coelho, Dr. Ricardo Coelho e Paulo Gomes.
LA - Como surgiu a ideia de implementar o negócio na Guarda e em que outras zonas do País e estrangeiro a empresa se encontra representada?
A razão da criação destas empresas na cidade da Guarda prende-se com, além da localização geoestratégica da cidade e distrito, também com outros negócios dos sócios fundadores que já tinham empresas sediadas anteriormente na região. Além das empresas sediadas na cidade da Guarda, existem também duas empresas em Angola, a Preditur e Agrimat que também fazem parte integrante do grupo Anporgest.
LA - Que tipo de produtos e serviços a empresa oferece?
Além do comércio de artigos de hotelaria e lavandaria industrial, geriatria, mobiliário de hotelaria, ar condicionado e refrigeração industrial também é fornecida toda a assistência técnica aos artigos comercializados pelas várias empresas, bem como o fabrico e transformação de produtos em aço inox
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LA - Têm sector de produção de que material/equipamento?
Na área da produção quando as marcas que representamos não têm o produto em inox que o cliente deseja e necessita, fabricamos por medida nas nossas instalações esse produto exclusivo ao gosto e necessidade do cliente.
LA - Além do sector de produção também trabalham com marcas conceituadas. Quais e em que áreas?
Tem sido politica do grupo, seleccionar e trabalhar em parceria com as melhores marcas do mercado nacional e internacional, nesse âmbito conseguimos a representação oficial de algumas marcas de topo nomeadamente Jordão Cooling Systems, Girbau, Electrolux, Fagor, Mitsubishi Ar condicionado, Midea ar condicionado, Grelhaço, Meireles, Dihr entre outras. Estas marcas permitem-nos a representação das suas marcas prestigio e ao mesmo tempo a representação das linhas brancas mais económicas também sem descurar a qualidade final.

LA - Ao nível de assistência aos equipamentos também têm equipas. Em que áreas?
No complemento a todo o equipamento comercializado pelas várias empresas do grupo e para além da montagem inicial, também temos uma equipa especializada na assistência técnica após venda que num espaço temporal máximo de 48 horas assiste e repara o equipamento avariado.

LA - A empresa está a afirmar-se muito bem. Têm preços e condições excelentes. Para que isso aconteça contribui o elevado número de clientes que têm ou isso por si só não basta para terem preços altamente competitivos
No cada vez mais exigente mercado do comércio equipamento hoteleiro, alem de bons preços competitivos, temos como essencial e prioritário todos os serviços pós venda. Desde a formação das pessoas que vão trabalhar diariamente com esse equipamento, até a assistência técnica e de manutenção desse mesmo material filtrando naturalmente por prioridades a urgência desse trabalho de assistência.

LA - Um dos sectores que vos tem procurado muito é o sector social e da saúde. Lares de idosos, Centros de Dia, Hospitais, clinicas de fisioterapia, clinicas de saúde diversas. Têm equipamento direccionado para estes sectores. Que género de equipamentos?
Devido ao curso natural da vida, da crise económica entre outros factores tem-se notado o envelhecimento da população Portuguesa um pouco mais acentuado no interior do pais. Esta mudança na população, tem obrigado a um grande crescimento no sector social e de saúde com a abertura de inúmeros, Lares de Idosos, Centros de dia e Clinicas de Saúde. Porque estamos atentos a evolução de todos os mercados e de alguma forma se podem tirar algumas sinergias entre os produtos por nós comercializados, esse mercado passou a ser também muito importante, tendo em conta a necessidade desses estabelecimentos em se equipar a nível de equipamento hoteleiro, geriátrico, mobiliário e de muito equipamento específico em inox o que vem de encontro a grande maioria dos artigos comercializados pelo grupo Anporgest.

LA - O Concelho de Seia e Oliveira do Hospital porque dizem particularmente respeito à área onde temos a maior parte dos nossos leitores do jornal, assim como temos em vários pontos do Mundo, passa pela vossa estratégia de ampliação dos vossos serviços? De que forma os nossos leitores vos podem contactar?
Numa política de expansão da área de mercado de trabalho do grupo, tem sido realizada uma grande aposta e trabalho a nível comercial com uma estratégia de crescimento de dentro para fora da região da Guarda. Uma das prioridades nesse crescimento foi toda a região entre Celorico da Beira, Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Mangualde e Fornos de Algodres. A aposta em toda esta região prende-se além da proximidade geográfica também com o grande crescimento verificado nestas região ao nível do turismo, hotelaria e centros de Dia e lares de terceira idade. Para além da “cobertura” realizada na região pelo nosso departamento comercial também a divulgação realizada através dos nossos clientes, da comunicação social e em publicidade, também é possível o contacto com a nossa empresa através dos vários sites informáticos, email, telefone, e de várias redes sociais tão em moda nos nossos dias.

LA - De que forma têm combatido a recessão económica que tem afectado Portugal e a Europa?
Nos difíceis tempos sociais, económicos e empresariais que vivemos tem sido política do grupo, sem descurar a qualidade em todos os serviços prestado, gerir mais profissionalmente todos os recursos comerciais e humanos reduzindo custos e pesquisando novas soluções para satisfazer todos os pedidos dos nossos clientes. Outro dos valores e muito importante para conseguir ultrapassar estes tempos de recessão passa por temos nos nossos colaboradores uma grande capacidade de trabalho, empenho, dedicação e esforço no caminho de crescer juntos mesmo nestes dias tão difíceis para todos. Para além do empenho de toda a equipa que se poderia chamar mesmo de “família” tem sido muito importante a fidelidade dos nossos clientes e o acreditar de todos os novos clientes que diariamente nos procuram.

LA - Os vossos clientes são maioritariamente de que sector de actividade?
A grande maioria dos nossos clientes passa pela hotelaria e restauração, no entanto temos crescido muito nos tempos mais recentes nas instituições sociais, Santas Casas da Misericórdia, Associações sociais, instituições particulares.

LA - Têm apostado também numa boa política de marketing mas também têm uma outra forma de estar nos negócios que é a presença constante junto dos vossos clientes? Consideram importante essa política para a divulgação/visibilidade da empresa? Porquê?
Sim temos promovido as empresas ao máximo a nível de marketing, acções de charme, publicidade, patrocínios, etc, mas para além disso também procuramos que qualquer um dos nossos colaboradores seja qual for a sua função na empresa também seja um bom comercial na divulgação dos serviços e trabalhos a prestar. Diria mesmo que todos somos tudo neste grupo, comerciais, administrativos, mecânicos, técnicos, motoristas. Mesmo a própria administração passamos boa parte do nosso tempo a acompanhar todos os nossos colaboradores nas mais variadas funções e estamos permanentemente disponíveis e contactáveis para receber os nossos estimados clientes.

LA - O preço é fundamental para o sucesso das vendas. A vossa empresa tem preços muito aliciantes em vários domínios. Equilibrar preço com a qualidade que vos é reconhecida é também uma estratégia mas deve dar muito trabalho. Não é fácil pois não?
No que respeita a competitividade comercial procuramos o equilíbrio entre negociar os melhores preços e condições com os nossos fornecedores para de seguida podermos oferecer também as melhores condições aos nossos clientes procurando esse equilíbrio entre preço qualidade.

LA - Quantos colaboradores tem actualmente a empresa?
No conjunto de todas as empresas do grupo temos neste momento 18 colaboradores, esperamos vir a aumentar este numero com o decorrer de novos investimentos e sucesso nos negócios.
LA - Para se ser efectivamente um empreendedor qual ou quais as características que se devem ter?
Na nossa opinião um empreendedor terá antes de mais ser um “sonhador” mas com os pés bem assentes na terra, acreditar no projecto em que está envolvido, dedicar-se a tempo inteiro com muita coragem, trabalho e sacrifício pessoal e empresarial.

LA - Consideram que as verbas do Portugal 2020 estão a atrasar investimentos no país e na região? Acham que há muitos negócios parados no nosso Distrito da Guarda à espera dessas verbas? Vocês têm sido consultados por muitas empresas para apresentarem orçamentos ao Portugal 2020. Quais os sectores no nosso distrito onde há mais candidaturas ao Portugal 2020?
Este é um tema complicado de falar, verbas, financiamentos, Portugal 2020 bem como outros semelhantes projectos de financiamento. Como a grande maioria das empresas Portuguesas faz nós também analisamos, concorremos e aguardamos por resultados, decisões e apoios reais deste tipo de financiamentos europeus. Mas por longa experiência não podemos estar e continuar a esperar por este tipo de apoios, naturalmente sempre que achamos conveniente e interessante candidatamo-nos nas áreas relacionadas com o nosso mercado, mas sempre conscientes que nada vai chegar. Em resumo investimos e evoluímos empresarialmente com o nosso trabalho e dedicação sem contar com grandes apoios, se algum dia formos beneficiados com algum, será bem-vindo.

LA - O Distrito da Guarda tem potencial de crescimento efectivo ou isto é apenas uma frase de quem acredita e cá vive?
O distrito da Guarda tem um enorme potencial nas mais variadas áreas de negócio, enorme em termos humanos, naturais, geoestratégicos, turísticos, agrícolas. Naturalmente, nós que somos de cá, vivemos cá, lutamos por cá continuar sabemos e acreditamos no real potencial da nossa região. Infelizmente isso não chega, enquanto não se conseguir “alguém” que realmente nos defenda, lute e represente nos locais de decisão.

LA - Como gostavam de ver a vossa empresa daqui a 10 anos?
Gostaríamos de ser uma empresa útil, credível e de referência para a nossa região, em todo o mundo.