Jornal Letras do Alva   •   Director: Luís António Silva   •   Ano: III

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quarta, 13 março 2019 11:54

Ficha Técnica

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09.06.2015

segunda, 30 julho 2018 15:29

CRÓNICAS DE UMA SENA QUE NÃO ME ASSISTE

-Mas quem é que o Senhor pensa que eu não sou!!

Esta é a resposta à pergunta que fechará este texto.

Pois bem, falar-vos-ei aqui da nossa terra, desta Empregada Doméstica, cumpridora das tarefas de zelo dos Curadores do Turismo.

No tanto que me parece. E porquê ? Dizem-me os meus amigos. Ora pois é, esta nossa terra tão barrada por Coimbra, tão esquecida pela Guarda, tão vendida à Covilhã.

Mais parece uma Empregada Doméstica de fim de semana, que varre a casa, limpa o pó, enquanto vende à janela peles, gorros, chinelos e queijo sob qualquer pretexto.

Que me perdoem os ilustres pensadores de Civitas Senna, por desonra ao bom nome da nossa Porta da Estrela. Mas acredito que a Porta foi substituída por uma janela, e em grande parte do tempo está fechada.

Resta-nos pois ficar à janela ver o mundo passar por cem longos anos. Os nossos homólogos transmontanos apanham a A24, A23 e estão de visita à Covilhã. Algarvios, Lisboetas, Alentejanos, Ribatejanos e outros demais só visitam a Covilhã.

Por todo o País, de Aveiro a Leiria, da Guarda a Évora, de Bragança a Portimão ouvimos e vemos espanhóis e aqui não. Porque razão?

Será que os espanhóis não gostam do Queijo de Seia?

Para onde vão os Turistas vindos de Espanha?

Pois é, são absorvidos pela Guarda e dos que sobram seguem para a Covilhã.

Há poucas semanas, deparei-me com uma promoção Turística no Jornal Espanhol (online) El Pais, a convidar a visitar Portugal, fazendo entrar os turistas por Castelo Branco e mais uma vez atrai-los até à Covilhã. Nada contra, mas a imagem de marca turística usada foi a garganta de Loriga. Alguém se insurgiu ou barafustou? Tá quedo!

Tive também oportunidade de recentemente visitar o Covão dos Conchos e lembrar aos nossos conterrâneos que fica a 3 quilómetros da Lagoa Comprida. Isto porque, foi feito um vídeo que se tornou viral e que esteve numa página Instituicional da Covilhã por longo período de tempo. Alguém se insurgiu ou barafustou? Tá quedo!

Cem anos é muito tempo. E eis que, dessa gente dos cem anos leêm este texto e perguntam?

-Mas quem é que este gajo pensa que é?!

JotaP

quarta, 30 maio 2018 13:48

Agora Sim! Vêm aí os IC´s

Com a tomada de posse do actual governo indigitado nas condições que toda a gente já sabe, e, após diariamente ouvirmos os meios de comunicação social dizer que a partir de agora já não vai haver cortes nas pensões, nem nos salários. Vai ser reposta a sobretaxa, vão voltar os cinco escalões do abono, vão abolir as taxas moderadoras na saúde, vão repor os feriados retirados, vão descongelar as pensões mais altas, vão negociar a reconversão do negócio da privatização da TAP, vão recuar na privatização dos transportes públicos de Lisboa e do Porto, vão aumentar o salário mínimo nacional 25 euros já em 2016 e 75 euros em, 2017, etc,etc,etc, parece-nos que agora sim estão reunidas todas as condições para então de uma vez por todas chamarmos a atenção ao novo governo para a construção dos tão aguardados ic´s, estradas essas que pela sua necessidade para o desenvolvimento da nossa região até já levaram a cortes de estradas por parte de algumas autarquias da região. Se o actual governo tudo está a fazer diferente e ao contrário do que fez o anterior, então está na hora de reivindicarmos os itinerários complementares, o fim dos pórticos na A25 bem como a melhoria das condições de prestação de cuidados de saúde em Seia com as tão aguardadas obras de remodelação do Centro de Saúde local. Já se ouve dizer também, uma vez que sempre foi uma bandeira do partido que agora governa, porque é que agora não devolvem a cada aldeia a sua própria Junta de Freguesia e terminam com as Uniões de Freguesia? Quem tem boa memória lembrar-se-á também desta promessa. Tudo isto foi reivindicado durante o Governo anterior.

Uma vez que agora o governo é outro chegou a hora de ver para crer.

Se tudo isto for feito então cá estaremos para agradecer a António Costa e à sua equipa.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se esta segunda-feira satisfeito com o trabalho de prevenção dos incêndios florestais que tem vindo a ser feito, salientando o esforço das populações.

"As populações perceberam o dramatismo da situação, não querem repetições e deitaram mãos à obra", afirmou aos jornalistas, durante uma visita ao concelho de Gouveia. Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que ainda há casos de árvores cujos ramos batem nas estradas, como viu ao percorrer o concelho de Gouveia, no distrito da Guarda, mas salientou "o exemplo de reação das populações".

"As autarquias, a Câmara Municipal, as freguesias, as populações estão a trabalhar. Agora, é uma corrida contra o tempo", afirmou, lembrando que se trata "de uma realidade que não tem um ano". O Presidente da República disse sentir que "está a ser feito um grande esforço este ano para prevenir", aproveitando para homenagear as autarquias, as populações, as empresas, o Governo e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

"Até mesmo o primeiro-ministro estar permanentemente em exercícios, em simulações, estar um pouco por toda a parte, tem essa preocupação", considerou. Marcelo diz ser necessário "pensamento positivo" e desejar que tudo "corra muito bem" no verão. Apesar de ter "um programa um bocadinho carregado em junho", Marcelo Rebelo de Sousa disse tencionar, em julho e agosto, tal como "o primeiro-ministro e outros responsáveis e autarcas, estar no máximo de sítios possível em termos de prevenção pela presença".

"É estar lá, é correr os sítios. Penso que todos estamos vigilantes, queremos que corra bem para o país", acrescentou. Na sequência dos incêndios do ano passado, o Presidente da República visitou esta segunda-feira à tarde famílias realojadas, empresas afetadas que estão a ser apoiadas, trabalhos de recuperação de infraestruturas e projetos de reflorestação que estão a ser desenvolvidos. A visita a este concelho do distrito da Guarda terminou ao início da noite, com uma sessão na Câmara Municipal.

foto: Correio da Manhã

Pese embora a minha salutar dose de bairrismo que não nego, Sandomil é indubitável e objetivamente uma das mais belas localidades da nossa região.
A localidade que se estende pelas margens do rio Alva, é dotada de parques públicos de frondoso arvoredo, apetrechados com o mais variado mobiliário urbano, capazes de proporcionar a quem ali se desloque momentos de lazer, descanso e reflexão deveras agradáveis. Na época balnear, o seu vasto e seguro lençol de água é o indicado para aqueles que pretendem usufruir dos prazeres do sossego, da frescura e da água. As suas ruas onde se respira antiguidade e historia, aliada à simpatia das pessoas que se vão encontrando são um convite ao passeio e a “dois dedos” de conversa com quem está sempre disponível para bem receber quem os visita.
Mas Sandomil é também as localidades de Corgas, Cabeça de Eiras, Furtado e Aldeia Nova. Povoações portadoras, cada uma à sua maneira, de características próprias que convidam à sua vista.
Sandomil é igualmente a presença constante da água, os vastos campos agrícolas, o regadio, os moinhos de água, as ermidas, os fontanários e sobretudo as pessoas.
Porém, infelizmente, toda esta realidade não tem sido aproveitada e desenvolvida pelas entidades públicas que para isso tinha competência e obrigação. E não nos referimos à Junta de Freguesia, a atual e as anteriores, as quais não possuem recursos financeiros que lhes permitam apostar forte no desenvolvimento de tais potencialidades naturais. Referimo-nos em primeira linha à Câmara Municipal de Seia, a qual não tem querido ou sabido apostar forte no desenvolvimento turístico do Vale do Alva e em especial da freguesia de Sandomil. Aliás tal atitude contrasta sobremaneira com as atividades que nesse sector vêm sendo potenciadas pelas demais Câmaras Municipais onde se integra o vale do Rio Alva. A titulo de exemplo veja-se o estado a que chegou a principal via de acesso a Sandomil, a estrada Sandomil – Torrozelo. Objeto de obras e de alcatroamento há cerca de 40 anos, desde então até agora mais nenhuma obra significativa, mesmo de manutenção foi efetuada, transformando-se naquilo que ela hoje é, uma via esburacada, perigosa e difícil.
Será compatível com o aproveitamento e desenvolvimento das potencialidades da povoação uma via nestas condições?
Será que as pessoas que diariamente naquela via tem que circular não merecem ter uma estrada com adequadas condições de circulação e segurança?
E a estrada/caminho rural, entre a povoação do Furtado e Sazes (que permite um mais curto e rápido acesso à Lagoa Comprida e à Torre) aqui há dias de forma veemente reclamada em plena reunião de câmara pelos promotores do empreendimento turístico aí em curso?
Não terá a câmara municipal 100 mil euros para a realização dos 1,8km de extensão da obra?
E o solar que em tempos pertenceu à Cooperativa Agrícola e hoje propriedade da Junta de Freguesia?
Não prometeu a maioria que governa a Câmara a sua reconstrução (hoje em ruínas) e instalação dum museu?
O argumento do dinheiro ou da sua falta não pode justificar tudo. Não pode justificar este desprezo e este abandono. Aliás com os valores disponíveis poderia a Câmara Municipal fazer muito mais e muito melhor se as opções fossem outras. Não se podem gastar 600 mil euros por ano nos programas ocupacionais e não ter 100 mil para executar uma via estruturante para a região; Não se pode destinar a amortização extraordinária de divida 300/400 mil euros e não ter 100 mil para recuperar um edifício; Não se podem dar dezenas de milhares de euros a entidades privadas (embora de fins associativos) sem que as mesmas tenham atividade e não ter uns “trocos” para calcetar uma rua, arranjar ou apoiar o arranjo dos mais variados locais.
Diga-se porem que os turistas que queiram procurar a região e em melhores condições aceder a Sandomil, sempre o poderão fazer via concelho de Oliveira do Hospital onde as vias do vale do Alva tem outras condições, o que aliás tem permitido um diferente e mais consentâneo desenvolvimento e investimento na sua área de excelência… o turismo.
O vale do Alva no nosso concelho e concretamente Sandomil merecem ter uma outra atenção e um maior respeito por parte das pessoas e entidades que têm a obrigação de o fazer.
Tenreiro Patrocínio

 

O Jornal LETRAS DO ALVA foi ao encontro dos nossos “sponsors“ que nas suas áreas de intervenção são actualmente as empresas que melhores condições oferecem aos clientes em todo o Distrito da Guarda, no País e em alguns Países espalhados pelo Mundo. Agradecemos aos seus representantes o facto de nos concederem esta entrevista na edição que comemora o 1.º aniversário do jornal para dessa forma podermos informar os nossos leitores sobre a qualidade/preço e serviços praticados.

Na foto esq.ª para a dt.ª: Ricardo Coelho e Paulo Gomes

Numa altura em que os investimentos no interior são cada vez mais raros, ainda existem algumas exceções e de sucesso. A PedraSina, na Guarda, é um exemplo disso mesmo. Dedica-se à produção e montagem de equipamentos de hotelaria industrial e são representantes oficiais de várias marcas de equipamentos hoteleiros. A PedraSina está ligada a uma outra empresa, a ClimaCold e ambas pertencem à Anporgest. Todas elas sediadas na Guarda, complementam-se entre si. «O processo começa com o levantamento das necessidades, fazemos o projeto, aconselhamos o equipamento e realizamos a implantação», começa por explicar Ricardo Coelho, um dos sócios. É depois disto, numa fase pós-comercialização, que entra a ClimaCold «que faz as montagens e a assistência técnica no equipamento de hotelaria da lavandaria» e da climatização, pois tudo aquilo que a PedraSina vende é montado e assistido pela ClimaCold. Embora o «grosso da atividade seja na Guarda», Ricardo Coelho afirma que as empresas querem alargar horizontes. Os primeiros passos já começaram a ser dados e hoje atuam não só em outras zonas do país ou Europa, como também em África. «Um dos nossos interesses passa pela internacionalização e a exportação de grande parte dos produtos que produzimos e comercializamos», sublinha Paulo Gomes, também sócio do grupo. Na mira já estão também os mercados da Madeira e principalmente dos Açores, uma vez que «está com um grande crescimento turístico». Essa é a aposta do grupo, tentar entrar onde há nichos de crescimento turístico e aproveitar, e sendo este o caso de Portugal os empresários acreditam que «ainda há margem de crescimento para a empresa, em qualquer um dos ramos». A quota de mercado era «relativamente pequena e neste ano temos conseguido inverter a situação, essencialmente no distrito, ao conseguirmos chegar a zonas novas», refere Ricardo Coelho.

O turismo não é o único setor de intervenção do grupo Anporgest, pois também as IPSS, que são um «cliente importante para nós», depois do nascimento de muitos equipamentos sociais na região, «alguns equipados por nós» agora a aposta é na manutenção. Para maior crescimento do grupo empresarial os empresários identificam um entrave: o novo quadro comunitário. O grupo está envolvido em alguns projetos que aguardam apoio financeiro para que possam ser concretizados, «um processo demasiado lento», lamenta Ricardo Coelho. A cargo da Anporgest, que é a detentora da PedraSina e da ClimaCold, e representa-as noutras empresas, ficam os trabalhos de serralharia e inox. Trabalhando todas juntas, fazem mesas cadeiras, mobiliário, decoração, lavandaria, cozinha, refeitórios, quartos, «tudo, de uma ponta a outra», sublinha Ricardo Coelho.

LA – Qual o nome da empresa “mãe” do grupo, de que forma se constitui e quem são os seus responsáveis?
O nome da empresa mãe do grupo é a Anporgest – Comercio, Importação e exportação SA, esta empresa além de ser a “holding” do grupo também se dedica a produção e comercio de todo o tipo de artigos em aço Inox. Uma das empresas do grupo a Pedrasina Lda é a empresa especializada no comércio de artigos relacionados com hotelaria industrial, geriatria bem como todo o tipo de mobiliário relacionado com estas áreas. A outra empresa do grupo a laborar em Portugal é a Climacold Lda, empresa esta que tem como função além do comércio de ar condicionado e refrigeração industrial, também proceder a montagem e assistência técnica de todos os equipamentos comercializados pela Pedrasina. Na gestão destas três empresas encontra-se uma equipa jovem constituída pela Dra. Marisa Coelho, Dr. Ricardo Coelho e Paulo Gomes.
LA - Como surgiu a ideia de implementar o negócio na Guarda e em que outras zonas do País e estrangeiro a empresa se encontra representada?
A razão da criação destas empresas na cidade da Guarda prende-se com, além da localização geoestratégica da cidade e distrito, também com outros negócios dos sócios fundadores que já tinham empresas sediadas anteriormente na região. Além das empresas sediadas na cidade da Guarda, existem também duas empresas em Angola, a Preditur e Agrimat que também fazem parte integrante do grupo Anporgest.
LA - Que tipo de produtos e serviços a empresa oferece?
Além do comércio de artigos de hotelaria e lavandaria industrial, geriatria, mobiliário de hotelaria, ar condicionado e refrigeração industrial também é fornecida toda a assistência técnica aos artigos comercializados pelas várias empresas, bem como o fabrico e transformação de produtos em aço inox
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LA - Têm sector de produção de que material/equipamento?
Na área da produção quando as marcas que representamos não têm o produto em inox que o cliente deseja e necessita, fabricamos por medida nas nossas instalações esse produto exclusivo ao gosto e necessidade do cliente.
LA - Além do sector de produção também trabalham com marcas conceituadas. Quais e em que áreas?
Tem sido politica do grupo, seleccionar e trabalhar em parceria com as melhores marcas do mercado nacional e internacional, nesse âmbito conseguimos a representação oficial de algumas marcas de topo nomeadamente Jordão Cooling Systems, Girbau, Electrolux, Fagor, Mitsubishi Ar condicionado, Midea ar condicionado, Grelhaço, Meireles, Dihr entre outras. Estas marcas permitem-nos a representação das suas marcas prestigio e ao mesmo tempo a representação das linhas brancas mais económicas também sem descurar a qualidade final.

LA - Ao nível de assistência aos equipamentos também têm equipas. Em que áreas?
No complemento a todo o equipamento comercializado pelas várias empresas do grupo e para além da montagem inicial, também temos uma equipa especializada na assistência técnica após venda que num espaço temporal máximo de 48 horas assiste e repara o equipamento avariado.

LA - A empresa está a afirmar-se muito bem. Têm preços e condições excelentes. Para que isso aconteça contribui o elevado número de clientes que têm ou isso por si só não basta para terem preços altamente competitivos
No cada vez mais exigente mercado do comércio equipamento hoteleiro, alem de bons preços competitivos, temos como essencial e prioritário todos os serviços pós venda. Desde a formação das pessoas que vão trabalhar diariamente com esse equipamento, até a assistência técnica e de manutenção desse mesmo material filtrando naturalmente por prioridades a urgência desse trabalho de assistência.

LA - Um dos sectores que vos tem procurado muito é o sector social e da saúde. Lares de idosos, Centros de Dia, Hospitais, clinicas de fisioterapia, clinicas de saúde diversas. Têm equipamento direccionado para estes sectores. Que género de equipamentos?
Devido ao curso natural da vida, da crise económica entre outros factores tem-se notado o envelhecimento da população Portuguesa um pouco mais acentuado no interior do pais. Esta mudança na população, tem obrigado a um grande crescimento no sector social e de saúde com a abertura de inúmeros, Lares de Idosos, Centros de dia e Clinicas de Saúde. Porque estamos atentos a evolução de todos os mercados e de alguma forma se podem tirar algumas sinergias entre os produtos por nós comercializados, esse mercado passou a ser também muito importante, tendo em conta a necessidade desses estabelecimentos em se equipar a nível de equipamento hoteleiro, geriátrico, mobiliário e de muito equipamento específico em inox o que vem de encontro a grande maioria dos artigos comercializados pelo grupo Anporgest.

LA - O Concelho de Seia e Oliveira do Hospital porque dizem particularmente respeito à área onde temos a maior parte dos nossos leitores do jornal, assim como temos em vários pontos do Mundo, passa pela vossa estratégia de ampliação dos vossos serviços? De que forma os nossos leitores vos podem contactar?
Numa política de expansão da área de mercado de trabalho do grupo, tem sido realizada uma grande aposta e trabalho a nível comercial com uma estratégia de crescimento de dentro para fora da região da Guarda. Uma das prioridades nesse crescimento foi toda a região entre Celorico da Beira, Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Mangualde e Fornos de Algodres. A aposta em toda esta região prende-se além da proximidade geográfica também com o grande crescimento verificado nestas região ao nível do turismo, hotelaria e centros de Dia e lares de terceira idade. Para além da “cobertura” realizada na região pelo nosso departamento comercial também a divulgação realizada através dos nossos clientes, da comunicação social e em publicidade, também é possível o contacto com a nossa empresa através dos vários sites informáticos, email, telefone, e de várias redes sociais tão em moda nos nossos dias.

LA - De que forma têm combatido a recessão económica que tem afectado Portugal e a Europa?
Nos difíceis tempos sociais, económicos e empresariais que vivemos tem sido política do grupo, sem descurar a qualidade em todos os serviços prestado, gerir mais profissionalmente todos os recursos comerciais e humanos reduzindo custos e pesquisando novas soluções para satisfazer todos os pedidos dos nossos clientes. Outro dos valores e muito importante para conseguir ultrapassar estes tempos de recessão passa por temos nos nossos colaboradores uma grande capacidade de trabalho, empenho, dedicação e esforço no caminho de crescer juntos mesmo nestes dias tão difíceis para todos. Para além do empenho de toda a equipa que se poderia chamar mesmo de “família” tem sido muito importante a fidelidade dos nossos clientes e o acreditar de todos os novos clientes que diariamente nos procuram.

LA - Os vossos clientes são maioritariamente de que sector de actividade?
A grande maioria dos nossos clientes passa pela hotelaria e restauração, no entanto temos crescido muito nos tempos mais recentes nas instituições sociais, Santas Casas da Misericórdia, Associações sociais, instituições particulares.

LA - Têm apostado também numa boa política de marketing mas também têm uma outra forma de estar nos negócios que é a presença constante junto dos vossos clientes? Consideram importante essa política para a divulgação/visibilidade da empresa? Porquê?
Sim temos promovido as empresas ao máximo a nível de marketing, acções de charme, publicidade, patrocínios, etc, mas para além disso também procuramos que qualquer um dos nossos colaboradores seja qual for a sua função na empresa também seja um bom comercial na divulgação dos serviços e trabalhos a prestar. Diria mesmo que todos somos tudo neste grupo, comerciais, administrativos, mecânicos, técnicos, motoristas. Mesmo a própria administração passamos boa parte do nosso tempo a acompanhar todos os nossos colaboradores nas mais variadas funções e estamos permanentemente disponíveis e contactáveis para receber os nossos estimados clientes.

LA - O preço é fundamental para o sucesso das vendas. A vossa empresa tem preços muito aliciantes em vários domínios. Equilibrar preço com a qualidade que vos é reconhecida é também uma estratégia mas deve dar muito trabalho. Não é fácil pois não?
No que respeita a competitividade comercial procuramos o equilíbrio entre negociar os melhores preços e condições com os nossos fornecedores para de seguida podermos oferecer também as melhores condições aos nossos clientes procurando esse equilíbrio entre preço qualidade.

LA - Quantos colaboradores tem actualmente a empresa?
No conjunto de todas as empresas do grupo temos neste momento 18 colaboradores, esperamos vir a aumentar este numero com o decorrer de novos investimentos e sucesso nos negócios.
LA - Para se ser efectivamente um empreendedor qual ou quais as características que se devem ter?
Na nossa opinião um empreendedor terá antes de mais ser um “sonhador” mas com os pés bem assentes na terra, acreditar no projecto em que está envolvido, dedicar-se a tempo inteiro com muita coragem, trabalho e sacrifício pessoal e empresarial.

LA - Consideram que as verbas do Portugal 2020 estão a atrasar investimentos no país e na região? Acham que há muitos negócios parados no nosso Distrito da Guarda à espera dessas verbas? Vocês têm sido consultados por muitas empresas para apresentarem orçamentos ao Portugal 2020. Quais os sectores no nosso distrito onde há mais candidaturas ao Portugal 2020?
Este é um tema complicado de falar, verbas, financiamentos, Portugal 2020 bem como outros semelhantes projectos de financiamento. Como a grande maioria das empresas Portuguesas faz nós também analisamos, concorremos e aguardamos por resultados, decisões e apoios reais deste tipo de financiamentos europeus. Mas por longa experiência não podemos estar e continuar a esperar por este tipo de apoios, naturalmente sempre que achamos conveniente e interessante candidatamo-nos nas áreas relacionadas com o nosso mercado, mas sempre conscientes que nada vai chegar. Em resumo investimos e evoluímos empresarialmente com o nosso trabalho e dedicação sem contar com grandes apoios, se algum dia formos beneficiados com algum, será bem-vindo.

LA - O Distrito da Guarda tem potencial de crescimento efectivo ou isto é apenas uma frase de quem acredita e cá vive?
O distrito da Guarda tem um enorme potencial nas mais variadas áreas de negócio, enorme em termos humanos, naturais, geoestratégicos, turísticos, agrícolas. Naturalmente, nós que somos de cá, vivemos cá, lutamos por cá continuar sabemos e acreditamos no real potencial da nossa região. Infelizmente isso não chega, enquanto não se conseguir “alguém” que realmente nos defenda, lute e represente nos locais de decisão.

LA - Como gostavam de ver a vossa empresa daqui a 10 anos?
Gostaríamos de ser uma empresa útil, credível e de referência para a nossa região, em todo o mundo.

  

sexta, 18 maio 2018 19:18

Sebastião Carlos (Actor)

Presença confirmada na II Feira Medieval de Torroselo é a do experiente actor do mundo do teatro, do cinema e da televisão, Sebastião Carlos. O actor vai animar a Feira Medieval interpretando a personagem de Frei Aparecido da Conceição, um frade da Ordem Menor que abandonou a ordem para se dedicar aos prazeres do Deus Baco e à sedução de mulheres roliças!
Fomos ao encontro do actor que prontamente se dispôs a conceder-nos a entrevista que se segue.

JLA - Sebastião como surgiu o convite para participar na Feira Medieval de Torroselo?
Sebastião – O convite aconteceu depois de eu enviar uma proposta para a Feira Medieval. A resposta foi imediata e positiva, o que me deu uma grande satisfação. Muito obrigado à organização.

JLA – Já alguma vez tinha passado por cá por Torroselo?
Sebastião – Será a minha primeira vez em Torroselo. Sei que recebem muito bem e que é uma terra de gente boa e divertida, por isso amigo Luis, imagina a minha vontade de estar convosco.

JLA – O que é que o público da feira pode esperar do frei Aparecido da Conceição?
Sebastião – O que o público pode esperar do Frei Aparecido são momentos de comédia, boa disposição, grande camaradagem, alguma malandrice, pois o frade só confessa senhoras. O meu amigo Luis nem imagina os pecados de certas senhoras... É claro que estes serão sempre um segredo bem guardado. Tudo isto num registo descontraído de grande cumplicidade com o público.

JLA – Animação de rua também é teatro? Se sim, quais os pontos em comum?
Sebastião – É teatro também, claro. Eu tive a sorte de trabalhar e aprender com grandes mestres. O Camilo de Oliveira, o António Assunção que era o Tó do Duarte e Companhia, trabalhei com ele 10 anos, fizemos alguns espectáculos em Seia, o Raul Solnado, a Maria do Céu Guerra, o Canto e Castro entre outros grandes mestres.

JLA – De entre o vinho do Dão, vinho do Alentejo ou vinho do Porto qual o mais apreciado pelo Frei Aparecido e porquê?
Sebastião – Vinho, cheio sempre. Um bom tinto do Dão, um queijo da Serra na companhia de uma mulher bonita, é o Paraíso na Terra.

JLA – Sendo um Frade não acha que é pecado seduzir mulheres roliças? E as outras?
Sebastião – Elas é que são as pecadoras , graças a Deus. Eu só as ouço, de preferência na sacristia, a sós. Roliças, magrinhas, altas, baixas, só confesso mulheres

JLA – Gosta do queijo e dos enchidos da Serra da Estrela?
Sebastião – O queijo da Serra é uma das 7 maravilhas do Mundo. Sou doido por queijos e para mim o número 1 dos queijos é sem dúvida alguma o da Serra. Adoro o cheiro que deixa no ar, o sabor escorregadio , costumo ter na sacristia para as senhoras de bom gosto.

JLA – Por último. Que mensagem quer deixar aos nossos leitores e ao nosso jornal que inicia aqui a sua caminhada na senda da divulgação do bom que se vai fazendo nas terras de Torroselo e Folhadosa?
Sebastião – Sobre Torroselo, sei que obteve o foral por D. Manuel I, em 15 de Maio de 1514. Tem vários monumentos de grande interesse, A capela de S. João, a de Nossa Senhora de Fátima, a de S. Bento, o pelourinho. Torroselo sempre se destacou na história do nosso País, como terra de gente boa, honesta e de grande carácter social. Será um prazer estar na vossa companhia.
Um grande abraço amigo Luis.

Numa altura em que a Banda Torroselense Estrela D´Alva alterou a composição dos seus órgãos sociais e até contratou um novo regente, Letras do Alva foi ao encontro do recém-eleito Presidente da Banda, José Luis Baptista.
Zé Luis, conforme é conhecido entre todos, refere-nos que “é um filho desta terra, é um filho de dois Torroselenses, do José Baptista e da Maria Emília Lavrador, neto do António Baptista mais conhecido porque tinha uns bois e um burro na altura e do Zé Lavrador que tinha um rebanho de ovelhas e principalmente a minha avó Maria Máxima que fazia segundo dizem um óptimo queijo da Serra de que a minha mãe aprendeu alguma coisa e também ainda fez quando eu era novo. “
Nasceu em Torroselo, fez a escola primária em Torroselo, depois foi para o seminário com 10 anos onde esteve até aos 18 anos e “aos 18 achei que não era aquela a minha vocação e saí”. “Saí vim para Torroselo, em Torroselo joguei à bola, fiz parte da equipa de futebol, não era um grande craque mas dava uns pontapés na bola e nessa altura juntamente com um ex-colega do seminário então já formado como Professor organizámos aqui um grupo de teatro, fizemos pelo menos duas representações, uma delas uma obra de Racine, que hoje quando digo isso e a minha filha é actriz ela e os colegas ficam admirados como é que aqui se fez uma peça de Racine, mas fez-se.”
“Na altura depois estive a trabalhar no antigo celeiro em Santiago. Estive a trabalhar no mini-mercado da mulher do Sr. Pires a Dona Fina, e minha prima, e, entretanto chegou o tempo de ir para a tropa, fui para a marinha onde fiquei até onde ainda estou porque a minha situação é a situação de militar na reserva e como militar a qualquer momento poderei ser chamado, duvido que seja mas poderei ser chamado.”
“Pronto e este é o Zé Luis que há um ano e meio está por cá, devido à doença da minha mãe vim para Torroselo, durante um ano andei por aí a ver o que é Torroselo, ou a rever o que é Torroselo, e agora estou aqui como responsável da banda por amável convite da malta mais nova.”

O que é que o motivou a abraçar este desafio de ser Presidente da Banda?
Não referi anteriormente mas também fui elemento da Banda, fui executante. A Banda como eu e a maioria dos Torroselenses pensa, penso eu, é a organização por excelência de Torroselo e para aqueles que não é, é uma das nossas motivações fazer ser e como tal dado o impasse que havia nos anteriores corpos directivos que estavam bastante desfeitos e como sabe a gestão era feita por poucas pessoas, tentou-se mudar isso e foi chegada a altura de fazer eleições, convocaram-se eleições e por conversas que tinha tido com elementos da banda e com esta malta mais nova que faz parte da lista e faz parte dos corpos sociais eu disponibilizei-me para colaborar.
Numa primeira reunião convidaram-me para os liderar e aí eu mediante determinadas condições nomeadamente trabalhar em equipa que para mim é importante foi aceite e cá estou.

Com a eleição da nova direcção entrou também um novo regente. Foi uma opção de inovação ou foram outras questões que estiveram na base dessa mudança?
Foram outras questões.
Ainda na altura do processo dos novos corpos sociais fomos confrontados com uma carta do anterior regente em que declarava que se não fossem satisfeitas determinadas condições que ele entendia que cessava o contrato com a banda. A principal reivindicação do Sr. Marco Paulo era o aumento substancial do vencimento que auferia para quase o dobro daquilo que ganhava. Não vou referir valores mas era um vencimento ao nível do que ele ganha na função pública mensalmente como professor e onde vinha cá duas vezes por semana, ou uma vez por semana e viria fazer um ensaio e viria à escola de música e achámos que era de todo aceitável e não continuámos, embora reconhecendo, aliás toda a gente reconhece que tecnicamente o Sr. Marco Paulo é porventura o melhor maestro de banda da zona centro e isso não fez com que nós pensássemos continuar até porque não tínhamos capacidade financeira para suportar aquilo que ele pedia. Entretanto ele terminou a ligação que tinha e nós pusemo-nos em campo para procurar um novo regente e soubemos que uma banda aqui perto de nós estava com alguns problemas em termos directivos, o maestro iria sair, ou também não estava satisfeito com esta situação, não havia indicações de que ele iria renovar ou não, nós dirigimos-lhe o convite e hoje temo-lo cá e estamos muito satisfeitos com ele.

Esta nova direcção apesar do pouco tempo em funções nota-se que está a imprimir uma dinâmica diferente. Digamos que uma dinâmica muito mais positiva. As boas festas em Torroselo e Folhadosa foram um exemplo disso. É intenção também da banda englobar Folhadosa sempre nas iniciativas que pretendem levar a efeito?
Não lhe posso garantir que seja sempre por questões de apoio funcional nomeadamente os transportes, mas sempre que possível iremos incluir Folhadosa nas nossas iniciativas locais. Penso não estar a fazer revelação de nenhum segredo mas este ano iremos ter mais concertos do género das boas festas. Pretendemos fazer dois a três por ano e iremos incluir Folhadosa com certeza nisso. O Concerto de Natal este ano vamos fazê-lo de forma diferente e está previsto incluir Folhadosa nisso. Também iremos incluir Folhadosa não só na parte da nossa participação digamos assim, mas iremos lá também fazer o peditório e dessa forma inclui-los em tudo.

Que balanço faz da participação da banda na feira do queijo?
A participação das bandas na feira do queijo é uma manifestação cultural, uma manifestação da vitalidade da cultura concelhia muito apreciável, do meu ponto de vista e na nossa participação eu acho que ela foi boa apesar da chuva, apesar de tudo nós tivemos uma optima participação. Penso até que teve algumas repercussões. Posso-lhe dizer por exemplo que a Comissão Paroquial de Seia nos convidou para ir fazer a procissão de Domingo de Páscoa, a procissão da Ressurreição. Infelizmente não vamos poder ir porque temos a nossa, mas foi muito bom termos tido esse convite.

Que balanço faz das comemorações do 108º aniversário da Banda?
Dentro do pouco tempo que temos de trabalho penso que correu bem. No próximo ano penso que vamos fazer algo diferente. Dentro desta casa as coisas correm mais depressa do que parece. Todos os dias há papéis de musica para imprimir, há contas para pagar, há instrumentos para reparar, há palhetas para comprar, há óleos para comprar, há “n” coisas que todos os dias correm e façam com que não seja fácil e que eu agora até dou mais valor a quem cá esteve antes e que trouxe a banda desde o nascimento até ao 108.º aniversário, dou a todos muito valor. Aquilo que foi feito e o balanço que nós fazemos muito bom. Eu tenho pena por exemplo que o preço que nós levámos ás pessoas pelo almoço fosse elevado mas foi o preço que o restaurante nos levou e foi o mais barato que nos foi possível fazer. Este ano pela primeira vez fizemos uma diferenciação entre sócios e não sócios, preço de sócio e preço para não sócio, aos sócios nós levámos aquilo que o restaurante nos levou, aos não sócios cobrámos mais um euro e meio, sabemos que não é nada de extraordinário mas foi feito. O concerto acho que correu muito bem e a homenagem aos ex-executantes já vem na sequencia do tem vindo a ser feito em anos anteriores e enquanto nós estivermos por aqui vamos continuar a fazê-las porque há ainda muita gente para homenagear e que ainda não o foram.

Quais as próximas iniciativas promovidas pela direcção da Banda?
De momento é conseguir angariar o maior numero de festas possíveis, esta é a nossa iniciativa máxima. De resto já conversámos com o maestro para fazermos um concerto de final de ano que poderá ser no Natal ou até antes do Natal mas que será de final de ano e até pensámos uma “coisa” com um nível mais superior, inclusivamente recorrendo a um tipo de musica diferente, mais selecta mas vamos ver, estamos a preparar isso. De momento o nosso grande trabalho é conseguir angariar festas porque é disso que nós vivemos e os subsídios são cada vez menos, são cada vez mais pequenos e cada vez mais difíceis.
Quantos sócios pagantes tem a banda actualmente?
Não lhe sei dizer.
Primeiro porque os que pagaram este ano são relativamente poucos, são bastante poucos mesmo. Os que pagaram o ano passado são cerca de duzentos.
Nós temos 251 sócios inscritos.

Qual o valor mínimo da quota?
O valor mínimo da quota é seis euros anuais.
Também é verdade que temos quem pague cinquenta euros anuais mas não são assim tantos, aliás são muito poucos e aquilo que temos mais ou menos de pagantes o ano passado, eu ainda não fiz as contas, mas o Tiago terá essa contabilidade feita, terá esses dados, mas penso que andarão à volta dos cento e oitenta, cento e noventa pagantes.

Recebem muitos donativos?
Não. Recebemos alguns, poucos, mas recebemos alguns.
A todos aqueles que os fazem deixamos o nosso agradecimento publico, claro que gostaríamos e precisaríamos de receber mais donativos, não que a banda neste momento tenha uma situação económica difícil porque não tem, felizmente. Herdámos uma situação bastante estável e bem sustentada, mas também é verdade que temos pela frente uma série de desafios que vamos precisar de muito dinheiro.

Um desses desafios é o fardamento? Vão fazer um peditório para esse fim? Quando?
Um desses desafios é o fardamento.
O fardamento que nós temos já tem muitos anos. Já está muito remendado no sentido de já terem sido feitas muitas calças novas, já foram compradas muitas camisas novas e cada vez que se compra uma coisa nova se juntarmos a uma coisa já usada faz diferença e os olhares mais atentos notam que o fardamento não está bem. Entretanto também como nós aumentámos o numero de executantes o nosso stock de fardas para pessoas que possam vir para a banda está esgotado e então temos de partir para outra solução, só que ainda não se avançou dada a época do ano em que estamos porque não vamos fazer um peditório a solicitar às pessoas que deem qualquer coisa para ajudar no fardamento quando têm a festa de S. Bento e está a decorrer o peditório e nestas coisas nós sabemos que o dinheiro não estica.
Vamos lançar uma campanha de angariação de verbas para o fardamento e aqui quero desde já lançar um apelo às pessoas que possam ter firmas ou empresas que possam dar alguma coisa nós passamos recibo porque somos uma Entidade de Utilidade Pública, portanto podemos passar recibos dessas quantias podendo usar os recibos nas firmas como entenderem.
É nossa intenção fazer isso a seguir à Páscoa.

Quantos executantes tem hoje a banda?
A banda tem entre trinta e trinta seis executantes.
Como sabe nós temos alguns músicos que não residem cá, por exemplo temos músicos de Torroselo que residem em Lisboa e não podem como é obvio vir a todos os ensaios e a todas as festas por questões do preço das deslocações e por questões da vida privada deles. Temos muita gente de fora da terra e com esses estamos a tentar criar, a tentar fortalecer um espirito de amizade e de colectividade e de colectivismo dentro da banda que os leve a preferir vir para Torroselo do que irem para outros lados e penso que estamos a conseguir. As pessoas que nós temos aqui querem vir para cá. São pessoas que estão cá porque querem.

De que terras vêm alguns desses executantes?
Começando por mais longe, Barril do Alva, Vila Nova de Tazem, para ver os dois extremos. Depois temos Oliveira do Hospital, Catraia de S. Paio, Chamusca da Beira, Póvoa das Quartas, Folhadosa, Arcozelo, Seia, Carragosela, neste momento são as terras de onde vêm os nossos executantes e também os nossos alunos da escola de música.

A escola de musica funciona em que horários?
A escola de música funciona todos os sábados à tarde e neste momento tem cerca de quinze alunos, alguns que já saem com a banda mas continuam a ser alunos da escola de música, continuam a fazer formação.

Há uma idade mínima para se começar a aprender musica aqui na escola?
Normalmente é a idade escolar. A idade de entrada para a escola primária.
Um dos nossos objectivos que faz parte do nosso projecto que levámos às eleições, faz parte do nosso plano falar com as escolas aqui da zona para sensibilizar digamos assim os miúdos a virem para a escola de musica. Aqueles com quem temos algum contacto diariamente, nomeadamente alguns aqui de Torroselo e também de Folhadosa mas temos outros de escolas mais afastadas e que poderiam vir e não vêm, nós temos Sandomil, Vila Cova sendo terras que não têm banda seria mais fácil o recrutamento de pessoas. Isto depois também nos levanta outros problemas, porque quantos mais sítios tivermos onde ir buscar elementos também temos a dificuldade dos transportes para os ir buscar, damos-lhe um lanche durante o tempo em quer estão aqui connosco, vamos buscá-las e lavá-las e portanto isso tem custos. Quantos mais sítios forem e mais diversificados eles forem mais custam e neste momento também temos de repensar as coisas dessa maneira.

Sente que a população de Torroselo apoia a banda?
Sinto que a população de Torroselo gosta da banda, apoiar a banda depende daquilo que for a definição de apoio. Se for apoiar dizendo que gosta, acho que sim. Noventa e nove virgula nove por cento da população diz que sim, que gosta, que é a melhor coisa que cá temos e isso tudo.
No que toca a ajudar do ponto de vista quer do trabalho ou fazer algum trabalho em prol da banda, quer em contribuir financeiramente para o sustento da banda aí a percentagem baixa bastante. Diria que precisamos de puxar essa percentagem para cima e de fazer alguma coisa para levar as pessoas a colaborarem mais um bocado.

Por fim. Uma palavra do Presidente da Banda para a população.
A Banda é a colectividade de Torroselo.
Felizmente ou infelizmente não temos outras.
Sofremos com toda a situação geo-populacional mas nós estamos cá para manter viva a banda e para a levar para a frente e todas as pessoas que quiserem ajudar falem connosco, apareçam, digam qualquer coisa, haverá sempre qualquer coisa que as pessoas podem fazer. Posso-lhe dizer que estamos a pensar pintar ou repintar a sede e não queríamos gastar dinheiro nisso. Vamos fazer um apelo para ter cá pessoas que possam vir fazer isso e agradecia que as pessoas se disponibilizassem, quem pudesse e soubesse se disponibilizasse a isso.
Nós temos uma bandeira já com alguns anos de existência, não está num estado de conservação optimo, o estandarte está pior ainda e então vamos precisar de adquirir uma bandeira ou um estandarte. Principalmente o estandarte terá de ser adquirido num curto prazo uma vez que está bastante deteriorado. Sendo algo que é caro precisamos também de algum apoio para isso. Já temos vários orçamentos e curiosamente o menos elevado é em Oliveira do Hospital. Se alguém estiver interessado em colaborar com a compra do estandarte nós dizemos qual é o preço e o fabricante.
Também precisamos de fazer obras aqui na sede. Estamos a precisar de remodelar as casas de banho. Estamos a construir um regulamento financeiro para a Instituição, um regulamento que nos permita não só ser justos nos orçamentos que fazemos para as festas onde vamos mas também um regulamento que nos permita ser justos e generosos com os nossos executantes, que, como sabe têm uma gratificação no final do ano em função do numero de festas que fazemos e nós queremos regular isso ao mesmo tempo que queremos incentivá-los a vir mais vezes. O regulamento irá prever isso tudo. É um regulamento de gestão financeira que não existe em concreto. Há um modelo que vem sendo seguido há alguns anos mas que nós queremos passar a papel e actualizar, melhorar naquilo que for possível melhorar, até porque nós existimos enquanto existirem músicos.
De resto a banda tem 108 anos e da nossa parte há-de ter outros 108.
Obrigado pela possibilidade que nos deu de divulgarmos a banda através do jornal.

 

sexta, 18 maio 2018 17:37

Ivo Mota Veiga

1 - Nome do artista;
Ivo Mota Veiga

2 - Natural de onde?
Nasci em Luanda, mas desde os meus 6 meses de idade que vivo em Seia, terra onde cresci e vivo até hoje, com muito orgulho.

3 - Há quantos anos te começaste a dedicar à arte?
A minha paixão pela pintura e pelo desenho, começaram quando tinha 12 anos. Recordo-me como se fosse hoje! Nas minhas férias de verão, sentava-me nos passeios da "Vila de Seia" e punha-me a desenhar os automóveis que estavam estacionados! Desenhava de tudo um pouco, consoante as épocas e as alturas! Quando haviam as provas do rally de Portugal Vinho do Porto, desenhava as máquinas que competiam naquela altura. Quando havia um campeonato do Mundo ou da Europa de futebol, desenhava estádios! Fora os desenhos que fazia das séries televisivas e dos heróis da banda desenhada! Inclusive, cheguei a elaborar um desenho, de como poderia ser o nosso estádio municipal num futuro próximo! Foi assim que comecei a minha aventura e a paixão que tenho pelas artes. Já lá vão 30 anos!

4 - Consideras-te um pintor ou um artista plástico?
Considero-me um ser humano que não sei viver sem as duas vertentes! Mas estou mais vocacionado para as artes plásticas.

5 - Consegues fazer da arte vida?
No país e principalmente no meio que resido, é bastante complicado viver da arte. Poderia sim, ser possível, se tivéssemos uma cultura e uma mente mais propícia e atenciosa, no que diz respeito a este tema. As pessoas ainda veem a arte como algo secundário, como uma simples tela pintada que não passa de um mero objecto decorativo para pendurar em uma parede de casa. A sociedade mais depressa investe num simples telemóvel que é produzido às centenas e de forma industrial, já para não falar no valor monetário de um objeto desse tipo, do que num trabalho artístico criado de forma manual, original, obra única no mundo e que na grande maioria das vezes, transmite sentimentos, sensações, emoções e chamadas de atenção pensadas e imaginadas por um artista que leva para a tela aquilo que vai no seu interior!

6 - Tens feito exposições em que zonas do País?
Principalmente no nosso concelho e concelhos vizinhos, visto ser muito complicado elaborar exposições individuais nas grandes cidades. Muitas vezes o expor não tem a ver com a qualidade do trabalho artístico, mas sim com outros conhecimentos e interesses que não são a arte em si e o expor os trabalhos de um artista.

7 - Fazes parte dos artistas senenses. O que pensas sobre a Artis?
A Artis não deixa de ser uma excelente iniciativa e um projeto a manter-se vivo. Entretanto, no que me diz respeito, isto é, nas artes plásticas, prndo que ainda se pode fazer mais e melhor. O número Record de participantes neste evento, não é o mais importante para mim, pois uma grande maioria dos artistas participantes nem sequer são da nossa região ou concelho. O que eu quero dizer com isto é que este festival deveria dar mais enfase com um grande número de trabalhos principalmente dos artistas locais e amadores, e tentarem ser divulgados e ajudados, no sentido dos seus trabalhos poderem ser vistos e mostrados nas grandes cidades, como Lisboa, Porto, etc. Não interessa ter uma Artis só pelo grande número de obras e durante dois meses os quadros estarem simplesmente afixado em uma parede. Tem de haver uma inter ligação e comunicação com galerias, empresas comerciais, hotéis, etc. O Turismo poderia ser um exemplo de elo de ligação com a arte. Hoje em dia, qualquer hotel, qualquer complexo turistico, tem os seus espaços decorados com telas que muitas vezes, são cópias baratas que em qualquer loja asiática estão à venda. Não sei se me fiz entender? Muitos espaços hoteleiros e turisticos poderíam apostar sim em trabalhos originais, únicos e de valor realmente artistico e comercial. Todas as pessoas, como clientes, estão saturadas de entrar em qualquer café, restaurante, pastelaria e afins e debaterem-se sempre com as mesmas imagens na parede, qur são as fotografias da Serra da Estrela. É importante? É! Mad há que inovar, mostrar ao público coisas diferentes e começar a educa-las para este mundo maravilhoso que é o universo das artes.

8 - Achas que faltam apoios da autarquia para os artistas senenses? Quais?
É claro que faltam importantes apoios nesta área. Um artista não pode viver somente pintando quadros para agradar as vistas. Têm de haver formas dos seus trabalhos não serem somente para visualização. ...o meu trabalho artistico, não passa só pela pintura. Também trabalho na área do design, desde logotipos, cartazes, merchandising, etc. E infelizmente até nesta área o "bolo" é sempre pata o mesmo, quando deveria ser divido por todos e darem oportunidade a todos. Muitas vezes, as entidades nem sequer olham para o trabalho de um artista. Se vale a pena ou não. Se tem qualidade ou não. Infelizmente vivemos num país que damos primazia aos amigos, aos familiares e aos favores.

9 - Fazes muitos trabalhos para particulares. Que género de trabalhos mais te encomendam?
99% dos trabalhos que elaboro e comercializo são para particulares. Pessoas comuns da nossa sociedade, que olham para um trabalho meu e acabam por encomendar e comprar. Desde pintura, ao retrato, ao logotipo, ao cartaz, etc. Não fico só pela pintura, pois é impossível viver só disso. E mais não se faz porque, falando de entidades e empresas, as parcerias que eles têm, são sempre com os mesmos.

10 - Como é que os nossos leitores te podem contactar?
Através das minhas página de Facebook, por email ou telemóvel

11 - És um autodidata?
Sim , sou autodidata.

12 - Quantas horas passas por dia em torno dos teus trabalhos?
Os meus trabalhos não têm horário!!:)) Mas todo o dia praticamente é preenchido à volta do meu trabalho. Muitas vezes são 4, 5, 6 horas da madrugada a pintar, ou a elaborar outros trabalhos desde o retrato, o desenho de um logotipo, a elaboração de uma imagem, etc.

13 - Concerteza já ganhaste prémios. Qual ou quais os que te mais marcaram e porquê?
Como sabem, não gosto muito fe me exibir com prêmios e menções honrosas! Mas sim, tenho coisas importantes no meu currículo da qual me sinto orgulhoso e feliz, das quais posso mencionar as mais relevantes: 1°prêmio no concurso de banda desenhada da Escola Profissional da Serra da Estrela (1995). 3° prêmio no concurso do Brasão para a Freguesia de Seia (1995). 3°prêmio no concurso de elaboração de Vestidos de Chita da Escola Profissional da Serra da Estrela (1997). - Distinção pública pelo mérito escolar obtido como estudante da EPSE (1996/97). - Menção honrosa no Góis Arte (1999). -Homenagem de mérito no panorama das artes plásticas -ARTIS (2014) - Titulo de Embaixador da Escola Profissional da Serra da Estrela como representante do curso de Design Industrial (2017).

14 - Vais fazer um trabalho para esta edição do jornal. O que escolheste pintar e porquê?
Luís Amigo....esta fica para ti

15 - O que dirias sobre os artistas senenses em geral aos nossos leitores?
Que temos excelentes artistas em todo o Conselho de Seia. Que precisam de ser mais promovidos, mais valorizados. Com a respetiva ajuda e interesse da comunidade e das entidades locais, podemos expor mais. Temos as nossas aldeias, as nossas vilas....temos a hipótese de mostrar o nosso trabalho nas grandes cidades....porque não expormos até em outros países? Não somos melhores nem piores, só precisamos de ter vontade e termos a ajuda necessária para podermos conquistar nossos sonhos e desejos.

16 - Por ultimo o que te apetece dizer para terminar esta entrevista?
Somos do tamanho dos nossos sonhos e todos temos direito a um pouco de Sol!!

 

 

  

sexta, 18 maio 2018 17:33

Notícias de Vila Cova

Ao ler a ultima edição do LETRAS DO ALVA deparo-me com um texto que me despertou para escrever o longo esclarecimento de resposta que aqui vou narrar e que há muito queria divulgar publicamente.
CRONOLOGIA DO MISTÉRIO DE VILA COVA À COELHEIRA


O INACABADO MONUMENTO

Em tempos passados a menina Olivia Martinho como era conhecida a irmã do Sr. Amândio Martinho (Fundador da fabrica de lanifícios outrora o coração fabril de Vila Cova) sendo Senhora muito crente e devota, e, fruto de uma promessa pessoal, ofereceu ao povo de Vila Cova uma imagem em granito branco da Imaculada Conceição, para ser colocada em lugar que todos vissem da aldeia e a adorassem.
Foi escolhido o sitio do Alcrave e lá foi construído um pedestal em cimento e nele a imagem colocada.
Com a morte da menina Olivia, anos passaram e a imagem ficou esquecida no tempo. Em 1989 houve eleições autárquicas e democráticas e o Sr. José Alves ganhou a Presidência da Junta de Freguesia. Como a preocupação de um Presidente no seu empenho do cargo é fazer o melhor com feitorias e corrigir lacunas na Freguesia, abordou-se em reunião com a Assembleia de Freguesia o assunto Monumento da Imaculada Conceição e tentar dar uma solução ao problema. Como por Lei Laica não era permitido a utilização das verbas oficiais da Junta de Freguesia, ponderou-se arranjar uma comissão independente com diversas pessoas interessadas da Freguesia e assim se formou a Comissão do Monumento da Imaculada Conceição. Estipulou a dita Comissão construir uma escadaria que terminasse no sopé da encosta junto ao parque de campismo. Proceder a peditórios e arranjar fundos para fazer as obras. O seu lema, aos Benfeitores, era colocar o seu nome em azulejo em cada degrau. Começaram as obras e com a ajuda de muitos voluntários conforme foto documenta, escavou-se a encosta ingreme e delineou-se o arranjo do terreno a ocupar. O motivo de se “começar pelo telhado” como o artigo do LETRAS DO ALVA diz, foi por razões técnicas. Como na altura em questão o monumento já era visitado por muitas pessoas e algumas bastante idosas e em volta do pedestal era só matagal, resolveu-se primeiro arranjar o recinto e o pedestal e seguidamente por ordem decrescente começar as escadas.
Sendo o croqui existente para construção de sete fases: 1.º - Pedestal revestimento a pedra e recinto (feito conforme foto documenta); 2.º - Escadas na parte mais ingreme (em triângulo com uma cruz luminosa no patamar descendente) também já feitos; 3.º - Lance vertical em escadas e patamar (já feitos); 4.º - Lance vertical em escadas e patamar (já feitos); 5.º - Lance vertical em escadas e patamar (também já feitos em bruto); 6.º - Lance a fazer em rampa losango (escavada no próprio terreno e os degraus com incrustações de matéria prima do local) ainda por fazer; 7.º - Pórtico de acesso às escadarias (com as entradas iniciais de todo o monumento e lance para o 1.º patamar já feitos em bruto).
O facto de se construir a ultima fase, ou seja, o pórtico de acesso à construção, foi porque em certa altura em peditório no arranjo de fundos, o Sr. Manuel Brito (Manuel família), vendeu dois leirões de terreno na aldeia e ofereceu parte dessa venda que reverteu a favor das escadarias do monumento com a condição do nome dele figurar no 1.º degrau a contar do inicio da base das escadas, e, simultaneamente também foi doado um pequeno sino pelo Sr. António Matos para ser colocado na sineira da entrada e daí a razão de se fazer o pórtico e não o seguimento da escadaria como era intenção inicial. O tempo decorria e a angariação de fundos continuou e algum dinheiro foi juntado para se concretizar a ideia e voltar às obras. Posteriormente, em 2001, houve novas eleições autárquicas e como por lei com três mandatos não era permitida nova candidatura à Junta, foi eleito novo Presidente, pessoa essa que em comum com algumas pessoas da Comissão Fabriqueira da Igreja Paroquial de Vila Cova onde ele tinha influência nefasta, e, como nutriam certa animosidade pela Comissão do Monumento, a mesma resolveu debater em reunião na Sacristia da Igreja com elementos da Comissão do Monumento da Imaculada Conceição, elementos da Comissão Fabriqueira da Igreja e à cabeça o Sr. Padre Martinho que presidiu.
Durante a discussão, como se apresentavam azedas as opiniões sem concluo algum, a Comissão do Monumento resolveu demitir-se em bloco. Nessa reunião foi entregue todo o espólio assim como todo o material, chaves, as contas, toda a documentação, haveres e dinheiros conforme consta na declaração assinada pelo Sr. Padre Martinho conforme aqui publicada e devidamente assinada pelo Sr. Padre José Moreira Martinho.
Fotocópia do facto com o testemunho das pessoas de ambas as Comissões.
Testemunho esse que ficou adormecido até agora.
Mais 12 anos passaram e novas eleições autárquicas, desta vez ganhas pelo Sr. João Ferreira e novo Executivo, pessoas com outro trato e índole de civismo com quem se pode falar educadamente e tratar assuntos. Posteriormente foi pedido à nova Junta de Freguesia uma reunião com o Pároco substituto que por três vezes se desculpou com falta de agenda. Como agora houve nova substituição e segundo as actuais informações o novo Pároco é pessoa acessível e interessado em resolver assuntos sem influências, vou pedir ao Sr. Presidente da Junta para marcar nova reunião e esclarecer de vez com todo o processo original que está nos depositários da Igreja de Vila Cova, e que se defina onde pára o dinheiro que na altura foi entregue e a explicação porque mais nada foi feito na escadaria, quando na declaração assinada pelo Sr. Padre Martinho diz que era única e exclusivamente aplicados na construção da continuidade da escadaria. Pergunta-se onde pára o dinheiro, as ferramentas, as máquinas e o material de construção restante. Será que voltaremos a ver luz na escadaria do monumento?
José Alves

 

Rectificação sobre a notícia da “Imagem de S. João Volta ao Largo do Rossio”

O que voltou ao mesmo sítio foi o Fontanário do Rossio, que há aproximadamente 30 anos tinha sido retirado pelo facto de ser construída a nova casa que substituiu a velhinha casa dos bondosos. Regressou agora e foi enriquecido com a imagem do S. João, oferecida pelo Sr. Manuel Lérias, onde foi escavado um nicho no fontanário é lá colocada. O facto de ser o S. João deve-se a anos antigos ser o local onde se festejavam as festas dos Santos Populares.

Missa dominical e campal

Pela primeira vez houve missa dominical e campal no Largo da Moita do Pedro em frente ao monumento do Anjo da Guarda para celebrar o seu 25.º aniversário. Ao Sr. Padre António um obrigado geral pelo acontecimento.

Nascimentos

Felizmente a expansão demográfica em Vila Cova está risonha com as novas crianças nascidas este ano contrariando os anos anteriores em que havia só 1 ou 2 partos ou nenhum. Este ano já houve 11.

PARABÉNS AOS PAIS E FELICIDADES AOS BÉBÉS
SÃO ELES:
Vicente – Filho de Pedro e Angela
Tomás e Gabriela – Filhos de Marco Paulo e Sindy
Laura – Filha de Roberto e Sónia
Valentina – Filha de Diogo e Dina
Martin Miguel – Filho de Rui e Natalicia
Eva – Filha de David e Viviana
Afonso – Filho de Tó Zé e Adelaide
Diego – Filho de Ricardo e Catia
Mateus – Filho de Pedro e Helena
Iris Mauricia – Filha de Idalina

Obituário

Faleceram as seguintes pessoas:
Zézita Azurra;
Nazaré do Bondoso
Manuel Ribeiro
Flôr Póvoas
Mauricio Martins
Zézita do Cardoso
Maria do Patrocinio

Os nossos sinceros pêsames às famílias enlutadas.

 

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